quarta-feira, 30 de novembro de 2011

capitulo oito--Continua a tentativa de vendas

Mais uma tentativa de resultados.
Laca fez o que pode, colocou Leninha e uma amiga pra ajudar, e lá iam as meninas carregando cartazes para colar nas bancas.
Dona Lina também ajudava, as bancas que não buscavam as revistas ela batia um papinho com os donos, colocava as revistinhas em consignação e toda semana recolhia o pouco vendido e repunha novas.
---Isso não tá dando muito certo. --dizia Laca ao Júlio.--Tem alguma coisa errada.
---O que você tá pensando.--júlio estava sentado tomando café junto ao irmão, nesse momento todos estavam em casa.
---Também acho, passo em muitas bancas e eles falam que ningúem entregou revistas do Celton pra eles que eles até gostariam de vender, mas não tinham.--Disse Leninha.
--Eu passo em muitas por dia, finjo que vou comprar e não tem.--Disse Dona Lina--Nas bancas que eu mesmo coloquei vendeu algumas.
--Amanhã vou passar na distribuidora.
Muita tristeza depois de vários meses de expectativa, a distribuição não deu certo.
Não tinha muita procura em bancas, o povo procurava pela revista era comprando da mão do autor.
Ele sim era o maior veiculo de comercialização de sua revista.
O que fazer, a mini grafica estava indo bem, mas não pagava mais um prejuizo das revistinha.
Laca comprou uma moto, arrumou mais uma vez a placa, roupas coloridas e foi pra rua.
Mas não era o suficiente.
---Vou pra Nova York!
Dona Lina ficou doida.
--Meu Deus! Meu filho longe de mim, não!
Tentou de várias maneiras tirar isso da idéia dele, mas quando ele queria, fazia.
---Deixa mamãe, assim talvez ele alcançe o sonho dele.
--Não posso fazer mais nada filha, não tenho recurso.
Laca passou a mini grafica para um dos funcionários mais dedicado, Zeca era muito agradecido a ele, mesmo já entendento de grafica, tinha aprendido muito com Lacarmélio.
Conseguiu uns dolares emprestado com o sócio de Júlio, vendeu a moto, tirou o passaporte, viajou pro Rio de Janeiro pra conseguir o visto.
Conseguiu uma façanha pra epóca, um vist de cinco anos, falava inglês fluente e o povo acreditou na honestidade dele.
Leninha sentada perto da mãe assistindo o fantástico lembrava com a mãe das façanhas e luta do irmão, seu noivo escutava:
---O mais engraçado, coitado, foi a primeira ida dele a São Paulo, aliás no Rio de Janeiro, o Júlio tinha acabado de comprar um relógio Seiko pra ele, nem tinha pago a primeira prestação, Laca foi pra lá procurar uma editora.
--Quantas editoras ele já foi?--Tom noivo de Leninha não conhecia todas as histórias.
--Várias, pois bem, ele pegou um taxi, ia ficar na casa de uns parentes nossos lá. Como ele não conhecia bem a cidade, o motorista rodou longe com ele, ai ele não tinha dinheiro suficiente pro taxi, teve que dar o relógio como pagamento.
Dona lina semquere caiu na gargalhada.
--O pior foi a São Paulo, ele cismou que ia de bicicleta.
---Essa história, eu sei, ele teve que vender a bicicleta pra voltar.
Dona Lina parou de rir, e teve uma lembrança rapida do filho.
---É formiga atacou ele, também não entendo a cabeça dele, quase fico louca, ir  de Belo Horizonte a São Paulo de bicicleta, ele sabe que eu não aquento, só me conta quando já esta quase saindo, ai eu não tenho como impedir.
--E essa ida pra Nova York?--Perguntou Tom
---Só Deus, ele ligou ontem do Rio disse que conseguiu visto, amanhã ele chega, as passagens são pra daqui uma semana.
Leninha olhava a mãe, sabia que essa seria mais uma grande aventura na vida do irmào.
Nova York tá chegando










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segunda-feira, 28 de novembro de 2011